Sesso del konom

Trucchetti per scoprire il sesso del nascituro

Guarda Sesso HD con una donna dai capelli castani

Descubra todo lo que Scribd tiene para ofrecer, incluyendo libros y audiolibros de importantes editoriales. Pubblicazione italiana: Rubbettino Editore Catanzaro, Italia.

Pubblicazione italiana: DeriveApprodi Roma, Italia. Abil de Setembro de O volume de Paolo Virno tenta, portanto, uma anlise das formas de vida contemporneas, atravs da lente privilegiada de tal categoria filosfica redescoberta, a qual devm, desse modo, um eficaz princpio sociolgico. Paolo Virno docente de tica da Comunicao na Universidade da Calbria.

A transcrio das lies foi preparada pela Dr Giuseppina Pellegrino. O texto foi revisado pelo autor e serviu de sesso del konom para as tradues para o espanhol, o francs e para o portugus.

Povo versus Mu ltido: Hobbes e Espinosa A pluralidade exorcizada: o p riva do e o individual Trs apro xima es aos Muitos Luga res c omuns e intelecto geral Publicidade se m esfera pblica Qua l Um pa ra os Muitos? Just aposio de poiesis e prxis Do v irtuosismo.

De Aristt eles a Glenn Go uld O falante c omo artista exec utor Indstria cultural: antecipa o e paradigma A lingua gem e m c ena Virtuos ismo do traba lho O intelec to como partitura Razo de Est ado e xodo Tese Po vo ve r su s M u lt id o: H obbe s e Espin osa Considero que o conceito de multido, por contrapor quele, mais familiar, de povo, seja uma ferramenta decisiva para toda reflexo sobre a esfera pblica contempornea.

Esses dois conceitos em luta, forjados no fogo de agudos contrastes, jogaram um papel de enorme importncia na definio das categorias scio-polticas da modernidade. A noo de povo foi a sesso del konom. Multido foi o termo derrotado, o conceito que perdeu. Ao descrever a forma de vida associada e o esprito pblico dos grandes Estados recm constitudos, j no mais se falou de multido, seno que de povo. Resta hoje perguntar, se ao final de um prolongado ciclo, no se reabriu aquela antiga disputa; se hoje, quando a teoria poltica da modernidade padece de uma crise radical, aquela noo derrotada, ento, no mostra uma extraordinria vitalidade, assumindo assim uma clamorosa revanche?

Ambas as polaridades, povo e multido, reconhecem como pais putativos a Hobbes e Espinosa. Para Espinosa, a m ult id o representa uma pl ural i dade que pe rsist e com o t al na cena pblica, na ao coletiva, na ateno dos assuntos comuns, sem convergir no Uno, sem evaporarse em um movimento centrpeto. A multido a forma de existncia poltica e social dos muitos enquanto muitos: forma permanente, no episdica nem intersticial. Para Espinosa, a mul t it ud o multido a arquitrave das liberdades civis Espinosa, Hobbes detesta uso intencionalmente um vocbulo passional, pouco cientfico a multido e investe contra ela.

Na existncia social e poltica dos sesso del konom enquanto muitos, na pluralidade que no converge em uma unidade sinttica, ele percebe o maior perigo para o supremo imprio, istopara aquele monoplio das decises polticas que o Estado. O melhor modo de compreender o alcance de um conceito a multido em nosso caso examin-lo com os olhos daqueles que o combateram com tenacidade.

Descobrir todas as suas implicaes e matizes algo sesso del konom daquele que deseja expuls-lo do horizonte terico e prtico. Antes de expor concisamente de que modo Hobbes descreve a sesso del konom multido, til precisar o objetivo que aqui se persegue. Desejo mostrar que a categoria de multido tal como considerada por seu jurado inimigo Hobbes ajuda-nos a explicar certo nmero de comportamentos sociais contemporneos.

Aps sculos de povo e. A multido como ltimo grito da teoria social, poltica e filosfica? Uma ampla e notvel gama de fenmenos jogos lingsticos, formas de vida, tendncias ticas, caractersticas fundamentais do modo atual de produo material resulta pouco ou nada compreensvel se no a partir do modo de ser dos m uit os.

Para analisar este modo de ser preciso recorrer a um arranjo conceitual sumamente variado: antropologia, filosofia da linguagem, crtica da economia poltica, reflexo tica. Como dissemos, vejamos brevemente como Hobbes, sesso del konom perspicaz, delineia o modo de ser dos muitos. Para Hobbes, o antagonismo poltico decisivo aquele entre a multido e o povo. A esfera pblica moderna pde ter como centro de gravidade a um ou outro. A guerra civil, sempre uma ameaa, teve sua forma lgica nessa alternativa.

O conceito de sesso del konom, segundo Hobbes, est estreitamente associado sesso del konom do Estado; no um reflexo, uma reverberao: se for Estado, povo. Se faltar o Estado, no pode haver povo. A multidopara Hobbes, inerente ao estado de natureza; portanto, aquilo que precede instituio do corpo poltico. Mas esse distante antecedente pode reaparecer, como uma restaurao que pretende fazer-se valer, nas crises que sabem sacudir a sesso del konom estatal.

Antes do Estado sesso del konom os muitos, depois da instaurao do Estado foi sesso del konom povo Uno, dotado de uma nica vontade. A multido, segundo Hobbes, afasta-se da unidade poltica, ope-se sesso del konom, no aceita pactos duradouros, no alcana jamais o status de pessoa jurdica, pois nunca transfere seus direitos naturais ao soberano.

A multido est impossibilitada de efetuar esta transferncia, por seu modo de ser por seu carter plural e de atuar. Hobbes, que era um grande escritor, sublinhou com uma preciso lapidar como a multido era antiestatal, e, por isso, antipopular: Os cidados, quando se rebelam contra o Estado, sesso del konom a multido contra o povo ibid.

A contraposio entre os dois conceitos levada aqui ao extremo: se povo, nada de multido; se multido, nada de povo. Para Hobbes e os 1. H que considerar, ant es de t udoo que est a m ult ido de ho m ens que se rene por sua livre vonta de para forma r sesso del konom Cida de, a saber: no um aj unta m ent o qua lquer, m as so m uit os h omens, cada um do s q ua is t em se u prprio m odo de j u lgar t odas a s propo st as. Um conceito negativo, a multido: aquilo que no aceitou fazer-se povo, enquanto que contradiz virtualmente ao monoplio estatal da deciso poltica, istouma reapario do estado de natureza na sociedade civil.

A plu r a lida de e x or c iza d a : o pr iva do e o in div idu a l Como sobreviveu a multido criao dos Estados centrais? Em que dissimuladas e raquticas formas deu sinais de si, depois da plena afirmao do moderno conceito de soberania? Onde se escuta seus sesso del konom Estilizando ao extremo a questo, intentemos identificar o modo em que foram concebidos os muit os enquanto m uit os no pensamento liberal e no pensamento social-democrata istona tradio poltica que se desenvolveu a partir da unidade do povo como ponto de referncia indiscutvel.

No pensamento liberal, a inquietude despertada pelos muitos foi aquietada mediante sesso del konom recurso dupla pblico-privado. A multido, antpoda do povo, cobra a semelhana, algo fantasmagrica e mortificante, do denominado pri vado. Tenha-se em conta: tambm a dupla pblico-privado, antes de se tornar bvia, forjou-se entre sangue e lgrimas em mil contendas tericas e prticas; e derivou, portanto, em um resultado complexo.

O que, para ns, pode ser mais normal do que falar de experincia pblica e sesso del konom experincia privada? Mas essa sesso del konom no foi sempre to bvia. E interessante esta falida obviedade, pois hoje estamos, talvez, em um novo Seiscentos; em uma poca na qual explodem as antigas categorias e se devem cunhar outras novas. Muitos conceitos que ainda parecem extravagantes e no usuais por exemplo, a noo de democracia no representativa tendem a tecer um novo sentido comum, aspirando, por sua vez, a fazerem-se bvias.

Mas voltemos ao tema. Privado sesso del konom significa somente algo pessoal, atinente interioridade de tal ou qual; privado significa, antes de tudo, pri vo: privado de voz, privado de presena pblica. No pensamento liberal a multido sobrevive como dimenso privada. Os muitos esto despojados e afastados da esfera dos assuntos comuns.

Onde achar, no pensamento social-democrata, algum eco da arcaica multido? Talvez no par sesso del konom. Ou, melhor ainda, no segundo termo, o da dimenso individual. O povo o coletivo, sesso del konom multido a sombra da impotncia, da desordem inquieta, do indivduo singular. O indivduo o resto sem importncia, de divises e multiplicaes que se efetuam longe dele.

Naquilo que tem de singular. Como inefvel a multido na tradio social-democrata. Creio que na atual forma de vida, como do mesmo modo na produo contempornea contanto que no se abandone a produo carregada como est de et hos, de cultura, de interao lingstica anlise economtrica, mas que se a entenda como a enorme experincia do mundopercebe-se diretamente o fato de que tanto a dupla pblico-privado como a dupla coletivo-individual no se sustentam mais, caducaram.

Aquilo que estava rigidamente sesso del konom confunde-se e se sesso del konom. Nessa diluio das linhas delimitadoras, deixam de ser confiveis, tambm, as duas categorias do ci dado e do produt or, to importantes em Rousseau, Smith, Hegel, e depois, como alvo polmico, no prprio Marx.

A multido contempornea no est composta nem de cidados nem de sesso del konom ocupa uma regio intermediria entre individual e coletivo; e por isso j no vlida, de modo algum, a distino entre pblico e privado. Para no proclamar estribilhos sesso del konom tipo ps-moderno a multiplicidade boa, a unidade a desgraa a evitarpreciso reconhecer que a multido no se contrape ao Uno, mas que o re-determina. Tambm os muitos necessitam de uma forma de unidade, um Uno: mas, ali est o ponto, essa unidade j no o Estado, seno que a linguagem, o intelecto, as faculdades comuns do gnero humano.

O Uno no mais uma promessa, mas uma prem issa. A unidade no algo mais o Estado, o soberano para onde convergir, como era no caso do povo, mas algo que se deixa s costas, como um fundo ou um pressuposto.

Os muitos devem ser pensados como individuaes do universal, do genrico, do indiviso. E assim, simetricamente, pode-se conceber um Uno que, longe de ser um porqu concludente, seja a base que autoriza a diferenciao, que consente a existncia poltico-social dos muit os enquanto m sesso del konom t os. Digo isto para assinalar que uma reflexo atual sobre a categoria de multido no tolera simplificaes apressadas, abreviaes arbitrrias, sesso del konom que dever enfrentar problemas rspidos: em primeiro lugar o problema lgico para reformular, no para eliminar da relao UnoMuitos.

T r s a pr o x im a e s a os Mu it os As determinaes concretas da multido contempornea podem ser abordadas desenvolvendo trs blocos temticos. O sesso del konom muito hobbesiano: a dialtica entre medo e busca de segurana. Sustentarei na presente exposioque se acha debilitada, tanto no plano emprico como no conceitual, a forma de sesso del konom e seu correspondente tipo de resguardo, que se associou com a noo de povo.

Em seu lugar prevalece uma dialtica temor-proteo [t imor e- r ipar o] muito distinta: ela define alguns traos caractersticos da multido atual. Medo-segurana: eis aqui uma tira ou papel de tornassol filosfica e sociologicamente relevante para mostrar como a figura da multido no s rosas e flores; para individualizar que venenos especficos contm nela.